Você já parou para pensar por que as empresas quebram? Saber essa resposta é fundamental para entender os principais pontos que prejudicam a saúde financeira das organizações e, assim, evitá-los. Segundo o estudo Sobrevivência de Empresas no Brasil, realizado pelo Sebrae, apenas 49% a 55% das empresas classificadas como ME sobrevivem aos dois primeiros anos de gestão. Você vai descobrir, neste post, como não fazer parte dessas estatísticas. Acompanhe, conheça os principais motivos que levam à quebra das organizações e fuja deles!

1. Falta de capital de giro

Chamamos de capital de giro os recursos financeiros que toda empresa precisa para manter o negócio em funcionamento. Eles são necessários para o pagamento de:
  • água;
  • aluguel;
  • energia elétrica;
  • impostos;
  • internet;
  • manutenção do estoque;
  • salários.
Ninguém abre um negócio pensando que não vai faturar. Entretanto, é preciso estar financeiramente preparado para uma possível crise — falaremos disso mais à frente. Nesse contexto, é importante saber que empresas que não tem um capital de giro para se manter durante um tempo e contam só com o fluxo de caixa correm um sério risco de quebrar. 

2. Concorrência

Mesmo os negócios mais inovadores devem se preocupar com a concorrência. Um problema muito comum enfrentado pelas empresas é negligenciar a força da competitividade do mercado e subestimar os concorrentes. Ficar de olho no que as outras empresas do mesmo ramo de atuação estão fazendo é fundamental para manter a vantagem competitiva. Outro ponto importante é observar as falhas desses empreendimentos e investir nesses pontos. Pense que essas organizações podem estar acompanhando sua empresa pelo mesmo motivo, ou investindo em estratégias tão envolventes que vão fidelizar os clientes antes mesmo que você possa atraí-los. 

3. Má gestão financeira

A gestão financeira de um negócio é quase uma arte. É necessário estudar, analisar, saber interpretar os números, ter um certo feeling e disposição para acompanhar o mercado e dar os passos certos na hora correta. Isso exige do empreendedor conhecimento e certa intimidade com os assuntos financeiros e fiscais. Por ser um trabalho que envolve técnica, ter o auxílio de uma consultoria especializada pode ser o mais indicado para evitar problemas. No entanto, é sempre bom se manter informado sobre o assunto, para entender melhor sobre essa área e poder optar por serviços adequados aos seus objetivos. Um exemplo disso é a questão tributária. Alguns recursos permitem que as empresas reduzam o valor pago em impostos. Essa informação permite a contratação de empresas que ofereçam esse serviço.

4. Falta de um bom planejamento

O planejamento é importante em todas as fases do negócio. Antes mesmo da sua abertura e da captação de recursos, é essencial que o empreendedor tenha um projeto sólido e consistente. Depois, esse plano deve ser revisto periodicamente. O segmento de atuação deve ser constantemente avaliado, bem como a concorrência, a possibilidade de expansão, o desenvolvimento de novos produtos e serviços, entre outras questões que permitam que o negócio cresça e não seja engolido pelos concorrentes ou por uma instabilidade do mercado. Todo processo de tomada de decisão deve ser orientado por esse planejamento. Qualquer erro pode ser fatal.

5. Crises

No geral, as más condições da economia em níveis estaduais, mundiais e nacionais e do segmento de atuação de uma empresa podem levar negócios despreparados à falência. Além dos ciclos comum de alta e baixa da economia, a pandemia causada pela COVID-19 veio para reforçar que, por mais sólida que seja a organização, ainda sim algumas situações vão exigir que ela reinvente seus processos ou receba uma injeção de investimentos. Outro fator que pode levar à crise nos setores de atuação é a mudança nos perfis e hábitos do consumidor. Há o exemplo dos donos de videolocadoras, que foram praticamente extintas após a popularização dos serviços de streaming. É necessário pensar em todos esses cenários constantemente, desenvolvendo planos de gestão de crise e pensando nas possibilidades ao compor o planejamento do negócio.

6. Falta de clientes

No mundo corporativo, os clientes podem sumir por diversos motivos. Por isso, o trabalho de retenção e fidelização deve ser constante. Problemas financeiros, concorrência, um produto ou serviço que deixa de ser necessário ou até mesmo problemas no atendimento são motivos para que a clientela suma do negócio. Algumas sugestões apresentadas até aqui podem contribuir para esse processo. Mesmo assim, separamos 3 dicas valiosas que podem ajudar com a retenção:
  • aplique pesquisas de satisfação constantes, com o objetivo de saber o que os clientes estão achando do atendimento prestado e dos produtos ou serviços oferecidos;
  • jamais subestime a concorrência, aplique o benchmarking e fique de olho no mercado;
  • procure se antecipar às possíveis crises, oferecendo melhores condições em negociação e pagamento, promovendo campanhas de liquidação na hora certa e trabalhando a margem de lucro de forma razoável, minimizando os impactos negativos.

7. Falta de investimento em marketing

A falta de investimentos em marketing também é um erro bastante comum. Há empresas até dispostas a montar uma equipe, partir para o marketing digital e divulgar o negócio nos canais off-line. O problema é que muitas não têm o conhecimento adequado para traçar um planejamento consistente e fazer boas escolhas. O fato de as redes sociais terem migrado do uso pessoal para o corporativo faz com que muitas pessoas se sintam capacitadas para elaborar uma boa estratégia. Paralelo a isso, as empresas oferecem vagas para o setor com salários abaixo da média, esperando encontrar um profissional que acumule funções. Com o passar do tempo, acabam não atingindo os resultados esperados e perdendo espaço para a concorrência, caindo nos problemas que pontuamos anteriormente: falta de clientes e crise. A melhor saída é contar com a ajuda de uma empresa especializada no assunto e fazer uma boa pesquisa salarial antes de buscar por um profissional. Há muitas pessoas capacitadas no mercado que sabem o valor do seu trabalho.  Agora que você já sabe por que as empresas quebram, é hora de começar a tomar atitudes para evitar que esses fantasmas prejudiquem o seu empreendimento. Uma boa prática para garantir a saúde e a sustentabilidade do negócio é contar com uma consultoria fiscal e contábil. Nesse processo, a WeCont pode ajudar. Entre em contato conosco e conheça nossos serviços!