Linha de crédito emergencial: vale a pena?

Até maio de 2020, a pandemia do novo coronavírus (causador da COVID-19) já havia resultado em perda de faturamento para 88,7% dos micro e pequenos negócios no Brasil. Lojas fechadas, mas obrigações ininterruptas com folha de pagamento, aluguel comercial, água/luz e pagamentos a fornecedores. O que fazer? Recorrer a alguma linha de crédito emergencial?

Com estatísticas de contaminados se multiplicando exponencialmente, fica difícil saber quando o país retornará ao “novo normal”. De toda forma, o que resta às empresas nesse momento é conseguir crédito para Pessoa Jurídica (PJ), a fim de se manterem sustentáveis até a flexibilização do distanciamento social.

O grande problema é que, sem saber onde buscar recursos, muitos empreendedores estão se enrolando com empréstimos tradicionais e taxas de juros exorbitantes que podem comprometer de vez o fluxo de caixa quando a pandemia se for.

Neste post, você vai entender se a linha de crédito emergencial vale a pena e quais as opções disponíveis. Confira!

O que observar antes de optar por uma linha de crédito emergencial?

Em abril de 2020, o Programa Emergencial de Suporte a Empregos (MP nº 944/2020) prometeu liberar R$ 34 bilhões para apoiar o pagamento da folha salarial das empresas. Só prometeu. É que com a burocracia e aversão ao risco em meio à crise, a maioria dos bancos colocou uma enxurrada de empecilhos aos empreendedores.

Resultado: apenas 4% dos recursos chegaram às PMEs. Restaram a muitos, assim, entregar-se ao crédito pessoal, ou mesmo ao rotativo do cartão de crédito para pagar salários. Isso é o que você não deve fazer nesse momento.

Ao recorrer ao empréstimo durante a pandemia, é preciso atentar detalhadamente ao tripé juros, prazo e carência. Com taxas que vão de 3,75% a.a. (linha de crédito emergencial) até assustadores 130% a.a. (cheque especial) e 326,4% a.a. (rotativo do cartão), o pensamento estratégico para sair da crise deve entrar em cena.

O ideal é aguardar o máximo possível para aproveitar as novas linhas que estão sendo preparadas. Aliás, uma delas acaba de ser lançada. É o Pronampe, Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Lei nº 13.999/2020), que, enfim, promete destinar crédito ao bolso do empresário.

Quais são as alternativas de crédito no período da pandemia?

Existem dezenas de linhas de crédito especiais para o momento de crise que estamos vivendo. Conheça algumas delas!

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PROGER

Para PJs com faturamento bruto anual de até R$ 10 milhões. Apoiado em recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), o PROGER é focado em capital de giro, garantindo financiamento máximo de R$ 500 mil. Traz até 12 meses de carência, pagamento em até 48 meses e taxa efetiva de juros até 12% a.a.

Fundo Constitucional de Financiamento

Linha especial de crédito voltada aos empreendedores do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, esse fundo é gerido pelo Ministério do Desenvolvimento Regional. Ele é destinado às empresas que tenham decretado calamidade pública durante a pandemia da COVID-19.

A linha de crédito emergencial dos fundos constitucionais assegura taxa efetiva de 2,5% a.a., financiamento de até R$ 100.000, prazo de 24 meses e pagamento inicial em dezembro de 2020.

Linha de crédito emergencial

A taxa de juros de 3,75% a.a. faz desse programa de financiamento um dos mais vantajosos da pandemia. O problema é que, como comentamos, as exigências de documentação podem ser obstáculos à liberação dos valores.

Esse programa de financiamento durante a pandemia oferece até 6 meses de carência, com parcelamento máximo de 36 meses.

Independentemente do programa, é crucial:

  • analisar quais são seus objetivos;
  • entender a taxa de juros da linha de crédito;
  • avaliar como esse empréstimo será aplicado no negócio;
  • contar com um bom plano de ação.

O fato é que, embora não pareça, temos mais de 20 programas especiais de crédito criados apenas durante a pandemia. Se computarmos as linhas tradicionais alternativas (como antecipação de recebíveis e crédito com garantia de imóvel/veículo), chegamos perto de 50 modalidades diferentes de financiamento.

Esse emaranhado de opções justifica o planejamento minucioso, que deve preferencialmente ser formulado por uma consultoria contábil especializada, dotada de expertise em todos os programas disponíveis e capaz de criar um plano estratégico personalizado à sua empresa durante a crise do novo coronavírus.

Você conhecia os financiamentos acima? Qual problema tem enfrentado na busca de linha de crédito emergencial? Deixe abaixo seu comentário!

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